14/04/2021 às 19h49min - Atualizada em 15/04/2021 às 00h00min

Reprodução humana: gravidez, medicina fetal e parto

Especialista explica como é o processo de gestação e parto nos casos de reprodução assistida.

SALA DA NOTÍCIA Redação | Doutor TV
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Nos tempos atuais, o termo Reprodução Assistida tem sido proferido de forma mais aberta entre as pessoas. Há quem ainda se sinta distante do assunto, mas pelo menos se deparou com alguns questionamentos que sondam o tema.

Conforme dados de 2019 da REDLARA (Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida), o Brasil é líder na América Latina no que se refere à realização de fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial e transferência de embriões. Só para ter uma noção, em 25 anos, 83 mil bebês nasceram no nosso país tendo como apoio algum tratamento de reprodução assistida.

Mesmo diante de números expressivos, existe uma grande preocupação, principalmente por parte das mulheres. Muitas reconhecem a necessidade do tratamento, porém, têm receio sobre o processo de gravidez.

As questões mais comuns que permeiam no ar:
- Será essa uma gravidez muito diferente das outras?
- O tratamento é envolto de uma medicina de alto risco?

Quem engravida utilizando algum tratamento de reprodução humana terá uma gestação natural como qualquer outra.
Encorajar a mulher a prosseguir tentando uma gravidez com as técnicas de reprodução humana se faz presente. Sendo assim, ela tende a alcançar a gestação dos sonhos para que tenha o tão esperado bebê. Entenda mais sobre o assunto e elimine os receios!

Pré-natal

Quando há a positividade da gravidez, o pré-natal e outros acompanhamentos médicos durante o período é igual como ocorreria numa concepção natural. É importante a visita ao médico obstetra, consultas de rotina, assim como a medicina fetal.
“Eu costumo falar com a paciente que o obstetra obviamente vai cuidar dela e do feto, começando pela gestante, e a medicina fetal do bebê que está sendo gerado, fazendo esse caminho inverso. Essa é a importância que temos de reconhecer sobre esses dois profissionais: o obstetra e o especialista em medicina fetal”, explica o Dr. Alessandro Schuffner, médico especialista em reprodução assistida.
Há um ‘porém’ bastante comum quando se trata de reprodução humana. É que as chances do casal ter uma gestação múltipla são aumentadas. Contudo, o procedimento vem evoluído muito nos últimos anos. Ou seja, o médico tem entendido melhor o processo e tratado a questão de forma mais leve, transferindo menos embriões quando uma fertilização in vitro é feita, exatamente para que não aumente as chances dessa mãe ter gêmeos.
Então isso significa que, se o casal deseja ter gêmeos, a reprodução assistida é exata nesse sentido?
Mesmo que o homem e a esposa queiram dois filhos, não se consegue ser tão assertivo no processo. Ainda assim as chances são um pouco maiores do que na concepção natural.
Quando uma gestação gemelar acontece, necessita-se de um cuidado maior, porém, também é feito como numa gestação concebida naturalmente.

Parto

Os casais que engravidam via algum tratamento de reprodução humana geralmente têm um cuidado maior com o período da gestação. Isso ocorre pelo fato de eles quererem um controle maior sobre o processo. Porém, nem o próprio médico que faz um parto assistido, como numa cesariana, obtém esse controle tão absoluto, diferentemente de um parto natural com a doula.
Na realidade, o tipo de tratamento depende do casal. A reprodução humana não indica qual é o ideal. Há casais que não querem correr riscos, eles têm preocupação, principalmente pelo ‘antes’, já que foi difícil a concepção da gravidez.
“Numa reprodução assistida o parto pode ser normal sem nenhum problema. Não haveria um motivo para que a mulher tivesse um parto instrumental de cesariana pelo simples fato do bebê ter sido concebido via reprodução assistida”, acrescenta o Dr. Alessandro.

Cuidados básicos

Ao realizar o sonho da gravidez, os cuidados são necessários até para que seja um período bem aproveitado e com toda segurança até o nascimento da criança. São cuidados básicos oferecidos a todas as gestantes.
“Um trabalho publicado por um grupo no Reino Unido sobre o desenvolvimento neurológico comparou o dia a dia de crianças que vieram ao mundo via fertilização in vitro com outras que nasceram via concepção natural. Os pequenos que nasceram após reprodução assistida tinham um desenvolvimento um pouco maior. É que a superproteção dos pais, casais que se prepararam tanto e acabaram dando maiores condições para o filho após o nascimento, proporcionaram um ambiente melhor para que aquela criança se desenvolvesse com menores problemas”, finaliza o médico especialista em reprodução assistida Dr. Alessandro Schuffner.
 
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