03/03/2020 às 14h04min - Atualizada em 04/03/2020 às 12h12min

‘Golpe do WhatsApp’: saiba mais sobre a chamada Engenharia Social e como não ser um alvo

No meio da correria frenética de um dia cheio de compromissos, todos recebem centenas de mensagens em seus smartphones, que mal dão conta de responder. No meio dessa movimentação nas redes, os hackers estão atentos para capturar dados e envolver pessoas a depositar valores em contas bancárias ou pagar boletos falsos, sempre induzidas por mensagens com pedidos urgentes, que chegam a confundir as vítimas. Na ânsia de atender tudo ao mesmo tempo, os ‘escolhidos’ resolvem tudo em alguns cliques e, quando percebem que caíram em um golpe, o bandido já desapareceu sem deixar rastro.

Especialistas em segurança digital identificam o cenário acima como engenharia social. Esta modalidade tem ocorrido com frequência e prejudicado muita gente. Hoje, as pessoas costumam criar grupos no WhatsApp para facilitar a troca de informações, de acordo com determinadas atividades comuns. Dados de uma pesquisa realizada pela empresa ESET, em 2018, mostram que o Brasil já aparecia em ranking dos países da América Latina que mais eram afetados por este tipo de golpe. Também estão na lista: México, Argentina, Peru e Equador.

Foi a partir de um desses grupos, que o instrutor de superioga, Giovani Neto, 33, acabou sendo vítima de uma tentativa de golpe. “Recebi uma ligação de um homem que se identificou como assessor de uma amiga jornalista, muito conhecida no segmento de bem-estar. Ele falava muito bem e disse que ela ia promover uma festa na Barra da Tijuca, mas para que os convites fossem disponibilizados, eu deveria confirmar um código que seria enviado por SMS ao meu celular. Eu realmente recebi a sequência de seis dígitos, mas ao confirmar para a pessoa que ainda aguardava na linha, eu acabei dizendo um dos números errado. Foi minha sorte, porque logo depois que confirmei, a pessoa desligou e se tivesse ocorrido algum tipo de fraude, eu só saberia depois do prejuízo”, conta.

Algumas personalidades têm usado as redes sociais para avisar que seus nomes estão sendo usados por criminosos, como é o caso do estilista Ronaldo Fraga e da escritora Ruth Manus, ocorridos recentemente.
 
Golpes em Cadeia
Assim como aconteceu com o instrutor carioca, diversos colegas do mesmo grupo passaram por situações parecidas. O que caracteriza o golpe em cadeia, ou seja, os criminosos ‘invadem’ determinado número e, a partir dele, iniciam uma série de tentativas nos grupos que o dono daquele celular participa. “Uma amiga do curso que fazia parte do nosso grupo no WhatsApp recebeu uma mensagem dizendo que para ela participar de uma promoção que ganharia um jantar bastava digitar um código que receberia em alguns segundos. Ela fez e teve o Whatsapp clonado. Na sequência, os criminosos acionaram uma amiga para aplicar o mesmo golpe. Depois disso, mais duas pessoas que participavam de grupos em comum foram abordadas por criminosos. Eu já avisei aos meus amigos que fiquem atentos!”, comenta Neto. 

“Na modalidade, tecnicamente chamada de engenharia social, o criminoso induz a vítima a informar seus dados, sem perceber que está prestes a cair em um golpe. Um link no grupo da família com mensagem de Feliz Páscoa, por exemplo, pode ser uma ameaça e atingir diversos participantes. Os ataques ocorrem em envios de e-mails, mensagens no WhatsApp e até mesmo ligações, quando chamam atenção com ofertas tentadoras e promoções em geral. Fraudes em ambiente digital são frequentes exatamente pelo fato de a população estar vulnerável e não adotar a cultura de blindar os dispositivos móveis”, destaca Marcus Garcia, VP de Produtos da FS, empresa que desenvolve produtos e serviços de segurança digital.

Segundo o executivo, as melhores formas de evitar esses ataques é manter o dispositivo com o máximo de bloqueios, incluindo reconhecimentos digitais, nunca informar códigos recebidos, não clicar em links desconhecidos, não trocar senhas se você não solicitou a alteração e ainda desconsiderar ligações solicitando confirmação para festas, pedidos de dinheiro, pagamento de contas, entre outros.

“A escala dos ataques sempre aumenta no âmbito digital e abrange todos os tipos de transações. Como a população ainda não se acostumou a proteger seus dispositivos, nós do segmento de segurança digital estamos sempre criando formas de blindar os usuários estando sempre à frente na oferta de soluções completas e que ofereçam o máximo de opções. O app Hero é hoje, uma opção completa de segurança e otimização do celular com alertas em tempo real, navegação segura, que avisa o que está acontecendo no dispositivo, inclusive as tentativas de ameaças”, alerta Garcia.
 
Sobre a FS
Fundada em 2010, a FS desenvolve produtos e serviços de segurança digital, cloud solutions, seguros, assistências, suporte técnico e mobile learning. A empresa é atualmente líder de serviços de valor agregado para operadoras de telecomunicações e varejistas. Está presente em todos os estados brasileiros. 
A FS já conquistou certificados importantes do segmento, entre eles: Finalista do Prêmio Reclame Aqui (edições 2018 e 2019), XVIII Prêmio ABT (Excelência no Relacionamento com o Cliente) e ABEMD (Associação Brasileira de Marketing de Dados). Recentemente conquistou o prêmio Líderes do Brasil 2019 na categoria Tecnologia.
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